De estação em estação



sob os trilhos, sigo sem respostas... | foto: pixabay


Vou atrás do trem
Desconhecendo quais são as estações
Sem saber quando parar
Sem conhecer o destino final

Vou atrás do trem
E, a cada nova estação,
A esperança se renova, aflora em mim
Mas até quanto ela irá durar?

O trem parou na estação
Mas a estação está fechada
Me feri tentando entrar nela,
Me feri tentando construir algo sob ela

O trem é impaciente e já segue pelos trilhos outra vez
Sem esperanças, sigo e embarco até a próxima estação,
Até a próxima suspeita de parada
Pelos vultos do trem, avisto novas estações

Vou seguindo
Ainda sem destino definido
Quantas vezes mais?
Por quantas estações?

com dúvidas e esperança vagando nas estações fantasmas | foto: pixabay

Passar por novas estações traz a sensação da renovação
Me vejo com esperança de novo
Outra vez, o trem para e tento entrar na estação
O que há de errado em tentar outra vez?

Mas mais uma vez, a estação está fechada
A estação está sempre fechada
Vou percebendo que há traços de eternidade nessas tentativas,
Por notar que não existem tantas estações abertas

Vivo a dor
Mas não é pela porta fechada da última estação
Mas do conjunto delas,
Que quase sempre é a exclusão

Sem destino, rumo ao horizonte cortado pelos trilhos
Vagueando por lembranças de estações fantasmas
Vislumbrando uma vida fora do trem com o que nunca tive
Um porto seguro, um destino final

Mas as estações estão fechadas
Elas estão fechadas
Para mim?
Ou para todos que assim desejam um destino?

à espera do encontro, da parada na estação final | foto: pixabay

E a vida se repete
Dentro e fora da estação,
Quase sempre fechados
São os nossos corações

Você está
Em alguma estação de trem?
Deixa eu parar?
Deixa eu entrar?


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