Sol de sonhos*

| foto: pixabay


Eu estou aqui
E pareço tão só
Tão distante dos meus sonhos
Tão distante da vida que quis para mim

Eu estou no futuro, e... bom...
Não é tão legal quanto é nos filmes
Não sei bem como as coisas saíram dos trilhos
E nem de quando permiti sair da rota que um dia trilhei para mim

Eu estou no futuro e gostaria de voltar ao passado
Mas só para entender o que aconteceu
Só para sacudir a minha versão antiga
E lhe implorar que não desista dos sonhos

Eu estou aqui
E pareço a cada dia tão só
Preso a esse futuro
Tão distante dos meus sonhos

Por favor, universo, me dê a chance de voltar
E se eu voltasse no tempo
E o meu próprio eu não me se escutasse,
Ok, então: estaria na hora de desistir desses sonhos

Mas por favor, me dê outra chance

Seria justo diante de tudo que abri mão e sonhei?
Seria justo ceifar àquele grande sonho?

Eu estou aqui
Desejo tanto retomar aos meus sonhos para me reencontrar
Porque eles não envelhecem, mas meu corpo sim
E temo não ter tempo, temo sofrer ainda mais com tal ausência

Eu estou no futuro
E não sei bem como as coisas saíram dos trilhos
Mas desejo voltar, só mais uma vez
Desejo voltar a trilha dos meus sonhos

Por favor, sol, volte a nascer como naqueles tempos
Por favor universo, me dê a chance de voltar aos meus sonhos
Oh, só mais uma vez, chance única
Desejo voltar para a trilha dos meus sonhos


Só mais uma vez...

---

Especial abril:
Antologia Alfa e Ômega

Neste mês de abril, selecionamos textos que abordam o fim, o recomeço, o tempo e a existência humana em meio aos paradoxos do tempo. 




MAIS DE ÓTICA COTIDIANA