Ciclos*


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Em círculos:

Para cada molde,
Um ceifeiro
Para cada adoção,
Uma prisão

Para construir,
É preciso destruir?
Para conquistar,
É preciso dominar?

As bases da humanidade são sólidas como dizem?
Existe um fim para os fins e o fim?
Dominar e manipular para sobrevivência
Quem e o quê sobrevive nessa selva?

Mas existem protocolos,
Tratados universais...
Quiçá, extraplanetários
Regras claras a partir da mesma base

Por favor, aguarde sr. ...
Existe uma característica
Que une todas as espécies vivas:
O medo de perder a vida

Os que possuem caninos pontudos,
Os usam para ameaçar
Os que possuem palavras, números, razão, racionalidade...
Usam o verbal para o controle, pelo medo do caos

Os que tem armas e ódio seguem a mesma linha
Com medo, dão medo
O impõe na rotina a ponto de não se encontrar mais um fim
Material e imaterial ceifados, à espera do conflito

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O medo,
O medo custa caro
Porque ele é baseado no fim da vida humana
E no fim do que lhe é conhecido

NADA assusta mais
aos seres humanos
do que o DESCONHECIDO

Afinal: é preciso ter medo do que vem depois,
Por isso se deve submeter?
Dominadores, dominados,
De que lado você prefere estar?

Destinos sólidos e racionais? Preservadores da espécie?
As bases da humanidade às vezes não são tão nobres
E não seria difícil perceber que há manchas de sangue
Mas mesmo na falta de nobreza, há quem se sinta nobre

Porque quando se tem as bases dominadas,
É fácil impeli-las a acreditarem em tudo àquilo
Que as afaste do medo ou em função dele
Em círculos, livres? Estão disciplinados numa linha reta

A paz: maior invenção humana
O conflito: maior solução para encontrar a paz?
Dominados ou dominador, qual lado?
Construção e destruição, o que vem agora?

Bolhas transparentes, bolhas digitais
Dominados, dominador
Construção, destruição
Abrem-se e se fecham ciclos,

Em círculos


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Especial abril:
Antologia Alfa e Ômega

Neste mês de abril, selecionamos textos que abordam o fim, o recomeço, o tempo e a existência humana em meio aos paradoxos do tempo. 





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