O quê há agora?



Há respostas
Para as perguntas
Que seguem surgindo
Em meio ao que vimos?

Não te peço desculpas
Nem você me deve perdão
De que valeriam essas palavras
Se elas não refletem nada que sentimos?

O que temos até então?
Você teme a solidão?
E por que eu deveria temer,
Se já vivia com ela, quando existia eu e você?

E o futuro, te assombra?
Porque não há porque ter medo dele
O futuro sempre fora a saída para manter nós dois
E assim ele chegou, em silêncio, aos poucos

Eu estou aqui
Você, do outro lado
Descobri um futuro em paz
E você, o que descobriu e é agora?


 

MAIS DE ÓTICA COTIDIANA