Espelho


Quando os meus olhos ensaiavam espelhar a saudade
Eu me lembrei de quando eles eram submersos às lágrimas
Dos reflexos da dedicação ao sentimento
E da dor do esquecimento por não ser lembrado

Quando os meus olhos ensaiavam espelhar a saudade
Eu me lembrei da verdade, da dura e intensa realidade
Do quão lutei em vão por um milésimo de atenção

O espelho é fugaz, instantâneo, desaparece
Assim como ensaia surgir e dominar outra vez
No entanto já não há saudade que suporte a dor em não ser lembrado



 

MAIS DE ÓTICA COTIDIANA