O tempo, a sabedoria e as memórias






A sabedoria veio de um lugar amorfo, do abstrato: o tempo
Os seus fragmentos se revelam em faces e experimentos
Etapas são espaçadas à medida em que ele se alarga

Nas fendas abstratas desse lugar amorfo em que me construo: a sabedoria
Ela impulsiona para frente, ainda que tudo seja incerto
O tempo passa e o seu único registro de existência são as experiências

Elas sobrevivem disfarçadas em lembranças: memória?
Independentes. Surgem, renascem, morrem
Tal qual é a vida que acreditamos dominar

O tempo, a sabedoria e as memórias
Ledo engano confiar na tal tentativa de controle
Eles escapam pelos nossos dedos e questionam o racional
Morreremos fadados ao que não é racional?




 



  

MAIS DE ÓTICA COTIDIANA